segunda-feira, 6 de maio de 2013

O dia que não acordou.

Nessa manhã
O sol não acordou,
os pássaros não cantaram,
O vento não soprou.

Não como devia.

Nessa manhã
O galo da vizinha não cantou,
O cara da buzina
não buzinou,
O velhinho das frutas não se manifestou.

Nessa manhã
Não amanheceu,
ficou escuro e penumbroso.
O silêncio evadiu todos os cantos
deixando o seu rastro de ausência permanente.

Nessa manhã acordei,
Mas vi meu corpo deitado
Na cama ao lado
Sem respirar,
sem se movimentar,
Frio e calmo
como o dia a brotar.

Fiquei ali me esperando acordar.

Matheus R. Viana

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