Nessa manhã
O sol não acordou,
os pássaros não cantaram,
O vento não soprou.
Não como devia.
Nessa manhã
O galo da vizinha não cantou,
O cara da buzina
não buzinou,
O velhinho das frutas não se manifestou.
Nessa manhã
Não amanheceu,
ficou escuro e penumbroso.
O silêncio evadiu todos os cantos
deixando o seu rastro de ausência permanente.
Nessa manhã acordei,
Mas vi meu corpo deitado
Na cama ao lado
Sem respirar,
sem se movimentar,
Frio e calmo
como o dia a brotar.
Fiquei ali me esperando acordar.
Matheus R. Viana
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