quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Dialeto
Perdido, mas sempre rodeado por pessoas. Talvez fosse uma boa definição sobre o que eu passava naquele momento, ou em todo o tempo que passei ali. A solidão que era normal aos meus olhos agora assombrava a minha mente.
Quem sabe se todos fossem iguais, eu não seria mais um dos infelizes, mas se fossemos, onde estaria a felicidade agora? Quem sabe.
Se eu fugisse de todos, a minha mente seria mais feliz, ou já estaria morta. Mas se eu me agarrasse a pessoa mais encantadora que meus olhos pudessem ver, meu corpo queimaria na tentação.
Na verdade não deveria estar ali, ou já deveria estar ali a muito tempo. Parece que o relógio chegou atrasado ao nosso encontro.
Com todos não pude me comunicar, não falávamos a mesma língua. Minha ignorância não me deixou aprender a língua deles, e o medo não lhes permitiu que me interpretassem. Em meio a tantas línguas, minha boca não sentiu nem um sabor.
Cercado pelas incertezas das palavras "Se", "Mas", "Talvez", a confusão doía na minha cabeça, Mas nunca me fizeram companhia. Pois essas palavras não mais faziam parte do meu jogo.
Tauan Coutinho
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Poesia a Vinicius de Moraes
Suas rugas no rosto
revelam a riqueza de maturidade do seu espirito
quando jovem,
solista amador
um poeta sofredor,
retratante da tristeza
expressa com tal clareza
que só à reconhece
quem à conhece .
Amigo das palavras
sua boca nunca cala
como os versos que hoje ainda
quem chora guarda,
quem ama guarda,
quem se entristece guarda.
Versos eternos são os teus
Quem me dera um dia
assim,
serem os meus.
revelam a riqueza de maturidade do seu espirito
quando jovem,
solista amador
um poeta sofredor,
retratante da tristeza
expressa com tal clareza
que só à reconhece
quem à conhece .
Amigo das palavras
sua boca nunca cala
como os versos que hoje ainda
quem chora guarda,
quem ama guarda,
quem se entristece guarda.
Versos eternos são os teus
Quem me dera um dia
assim,
serem os meus.
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