quinta-feira, 23 de maio de 2013
Tempo livre
Nesse pouco tempo,
Vou tentar ser melhor,
Ou pelo mesmo,
Fazer o que há de melhor.
Vou me sentar, e sentir
O vento passar pela casa.
Vou olhar pela janela,
E tentar enxergar o céu azul por entre os muros.
Vou tentar esquecer dos problemas,
E me iludir que eu posso acabar com eles,
Ou simplesmente ficar quieto por um tempo,
Enquanto ainda estou livre.
Afim disso, peguei uma folha e uma caneta,
Para mostrar o que pretendia fazer,
E para tentar escrever,
Tudo o que você queira saber.
Tauan Coutinho
sábado, 11 de maio de 2013
Pedido l
Ver aquela jovem daquela maneira, talvez fosse triste, mas para mim era satisfatório, me senti útil, com algum poder de misericórdia sobre alguém.
Ali, caída ao chão, estava alguém que pude ajudar. Não mais sofria, graças a mim.
Perdido em qualquer lugar, andava sem medo, procurando o que talvez eu não fosse encontrar.
Parei para me sentar em um banco, sem me incomodar pela moça que estava ao lado. Pretendia ignora-la, como o resto das pessoas fazia a mim. Mas pelo visto, aquela mulher me esperava. Tentou falar comigo, com um tom de voz angustiante, como se falasse com uma pessoa realmente desejada.
Perguntou me se era eu quem ela esperava. Confuso, tentei me acalmar e acabar com suas expectativas. Falei que era somente um homem, nada mais.
Subitamente, ela falou sobre seus erros e desesperos, como se suplicasse ao destino por piedade.
Já não desejava nada, somente não se responsabilizar por tudo o que fez.
Clamava a minha ajuda, ou o meu perdão. Mas estava eu realmente confuso, por que pediria o perdão para alguém como eu?
Talvez devesse ter tentado acalma-la, ou tentar não ignorar o que ela falava.
Em todas suas lamentações pediu o meu perdão, o que ao meu ver parecia inútil, pois não seria eu capaz de absorver qualquer tipo de pecado.
Friamente, quando parecia que ela já não tinha argumentos para mim, me fez um pedido.
Desejava que lhe desse um fim, com o mesmo olhar dos que a julgavam, para que ela sempre pudesse se lembrar do que fizera, e que aquilo pudesse simbolizar uma punição.
Isso realmente foi estranho, mas pelo visto, minha pena, me fez parar em tal situação.
Tauan Coutinho
sexta-feira, 10 de maio de 2013
O que não vi na vida
Não pude ver,
O que vários tentavam mostrar.
E tudo o que temia,
Tentava subitamente escapar.
Não pude ver as pessoas mostrarem compaixão,
Ou ao menos me estenderem a mão.
Presenciei mais mentiras do que verdades,
Mas descobri que a vida está coberta de falsidades.
O que ainda não vi na vida,
Talvez ainda verei.
Porque ainda tenho tempo,
Muito tempo para perder.
Tauan Coutinho.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O dia que não acordou.
Nessa manhã
O sol não acordou,
os pássaros não cantaram,
O vento não soprou.
Não como devia.
Nessa manhã
O galo da vizinha não cantou,
O cara da buzina
não buzinou,
O velhinho das frutas não se manifestou.
Nessa manhã
Não amanheceu,
ficou escuro e penumbroso.
O silêncio evadiu todos os cantos
deixando o seu rastro de ausência permanente.
Nessa manhã acordei,
Mas vi meu corpo deitado
Na cama ao lado
Sem respirar,
sem se movimentar,
Frio e calmo
como o dia a brotar.
Fiquei ali me esperando acordar.
Matheus R. Viana
O sol não acordou,
os pássaros não cantaram,
O vento não soprou.
Não como devia.
Nessa manhã
O galo da vizinha não cantou,
O cara da buzina
não buzinou,
O velhinho das frutas não se manifestou.
Nessa manhã
Não amanheceu,
ficou escuro e penumbroso.
O silêncio evadiu todos os cantos
deixando o seu rastro de ausência permanente.
Nessa manhã acordei,
Mas vi meu corpo deitado
Na cama ao lado
Sem respirar,
sem se movimentar,
Frio e calmo
como o dia a brotar.
Fiquei ali me esperando acordar.
Matheus R. Viana
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