A ideia de escrever um conto de terror me veio à cabeça já há algum tempo, mas não encontrava tempo para fazê-lo, e quando enfim encontro o almejado tempo para poder enfim escrevê-lo, as ideias fogem de meu alcance. Considero um fato raro em meu currículo, pois o conhecimento costuma fluir em meu imaginário sem ao menos ser adquirido. Osmose. Processo geralmente inconsciente de assimilação ou absorção de uma ideia ou fato. Se deve a isto a dialética de meu ser. Tudo acaba por vir à tona no momento certo. É involuntário. E deveria estar acontecendo agora! Em todos os lugares já busquei inspiração, mas nenhuma ideia tenho para este conto que acho que desistirei de escrever... Mas não posso desistir, só os fracos desistem, tenho que passar a buscar o conhecimento em fontes concretas, meu imaginário deve estar precisando de descanso... Mas não é meu imaginário, é minha memória, tudo é questão de O-S-M-O-S-E. Acho que o mundo das ideias está cansado de receber pedidos do tipo "o que é isso?", "como se faz isso?", "o que eu faço agora?". Oh Mestre, por que alimentastes minhas esperanças? Esse mundo das ideias não está me servindo quando mais preciso. São tantas falsas esperanças que vêm e vão na mesma velocidade, e as MINHAS ideias estão repousando sob um universo paralelo que, segundo o mestre, só tem acesso os sábios. Então sou um sábio! Ou era... São tantas teorias, esquecimentos, processos, hipóteses e um bom platonismo de boteco que eu acabei por esquecer do meu conto, oh Mestre, por que é tão difícil pensar? Chega CHEGA C-H-E-G-A, suponho que não existam leitores assíduos suficientes para ficarem se deleitando com as minhas lamentações. Falarei agora do conto, que vou escrever, em breve é claro. Agora não é hora. Não falarei também da minha desgraça, a desgraça de não saber pensar, mas as ideias já se foram, ou melhor, não vieram e as p
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m, e o pouco que ainda me resta, se v a i...
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