Talvez não era, não foi ou ainda será,
Só por um momento aquilo irá,
No clarão do dia se apagar
E na boca dos muitos irá parar.
Talvez não era, na nova era
Para acontecer, a mais bela das especies
Não deveria nascer, para que com o tempo
Não suplicasse para a morte lhe conter.
Mas a certeza que fugiu,
Na sexta palavra do segundo verso
Desse emaranhado de palavras,
Fugaz tentou, e foi.
Mas na luz da noite e,
Na escuridão do dia,
O sorriso da menina estará,
Não era, não foi, mas ainda será.
Tauan Coutinho
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