quinta-feira, 27 de junho de 2013

Busca

   Ver ela ali, parada, distante de tudo e de todos, era ruim, causava uma agonia como fosse um sinal
da minha responsabilidade sobre ela. E isso não podia acontecer, era como um fracasso próprio.
   Busquei as maneiras para faze-la esquecer daqueles problemas inúteis, que eram a fonte daquela
agonia que me afetava, então fui ao encontro daquele velho trem que ficava parado na nossa estação, 
que fazia um barulho irritante, o barulho que tentava preencher o vazio na mente das pessoas, enquanto 
todos gritavam "Pare esse trem".
   Por aqueles trilhos enferrujados subi o monte dos meus próprios pensamentos para encontra-la, 
mas parecia que tinha perdido meu próprio sentido, minha razão se direcionava para coisas contrarias.
   O frio talvez, fosse o pior inimigo, me fazia querer esquecer tudo aquilo, tudo em troca de um calor
qualquer. 
   Já que as pessoas pararam meu velho trem, decidi descer e pegar o caminho que levava até. Por entre
as sombras das arvores, tentava lembrar das maneiras que tinha para faze-la feliz, que
costumava usar para fazer até mesmo o meu próprio tempo passar.
   Quando cheguei no alto daquele monte, ela já estava afogando-se nas próprias lagrimas, desejando que outro alguém estivesse ali. Vendo isso descobri que ela não estava distante de todos, somente de mim. E todos aqueles meios que tinha para faze-la feliz, não os tinha esquecido, só não os tinha aprendido.


Tauan Coutinho

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