da minha responsabilidade sobre ela. E isso não podia acontecer, era como um fracasso próprio.
Busquei as maneiras para faze-la esquecer daqueles problemas inúteis, que eram a fonte daquela
agonia que me afetava, então fui ao encontro daquele velho trem que ficava parado na nossa estação,
que fazia um barulho irritante, o barulho que tentava preencher o vazio na mente das pessoas, enquanto
todos gritavam "Pare esse trem".
Por aqueles trilhos enferrujados subi o monte dos meus próprios pensamentos para encontra-la,
mas parecia que tinha perdido meu próprio sentido, minha razão se direcionava para coisas contrarias.
O frio talvez, fosse o pior inimigo, me fazia querer esquecer tudo aquilo, tudo em troca de um calor
qualquer.
Já que as pessoas pararam meu velho trem, decidi descer e pegar o caminho que levava até. Por entre
as sombras das arvores, tentava lembrar das maneiras que tinha para faze-la feliz, que
costumava usar para fazer até mesmo o meu próprio tempo passar.
Quando cheguei no alto daquele monte, ela já estava afogando-se nas próprias lagrimas, desejando que outro alguém estivesse ali. Vendo isso descobri que ela não estava distante de todos, somente de mim. E todos aqueles meios que tinha para faze-la feliz, não os tinha esquecido, só não os tinha aprendido.
Tauan Coutinho
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